Startup de NY desenvolve aparelho para provar autenticidade de produtos de luxo

Vendedor ambulante vendendo bolsas falsas de marcas como Louis Vuitton e Prada em Barcelona, Espanha || Créditos: Istock

Distinguir uma bolsa Louis Vuitton falsa de uma verdadeira pode até ser fácil… para experts. Inclusive há profissionais que ganham dinheiro com isso, prestando consultoria para e-commerces de produtos de luxo usados. Hoje em dia existem cópias que chegam a custar até 4 cifras e podem vir até em embalagens muito parecidas, senão iguais, às das marcas. Todo cuidado é pouco…

Pois bem: uma startup de Nova York anda investindo cada vez mais em um aparelho detector de produtos de luxo falso, afim de evitar margem de erro que pode acontecer com um serviço sujeito a falha humana. Com formato portátil, o Entrupy conta com câmera microscópica acoplada que permite que qualquer pessoa, com um smartphone, verifique a autenticidade de um artigo de luxo em minutos.

Utilização do Entrupy em bolsa Chanel || Créditos: Reprodução Instagram

Como funciona? A câmera amplia o objeto em 260 vezes, tornando visível a olho nu sinais reveladores de um objeto falso: marcas de deformação, pequenos espaços no couro e excesso de tinta. Quando se tem a “roda” nas mãos, claro que é preciso fazer disso o mais rentável possível. Por isso, em vez de vender o aparelho, a startup disponibiliza-o através de assinaturas. O aparelho pode ser alugado por US$ 299 (R$ 934) e possui planos mensais a partir de US$ 99 (R$ 310) .

Em tempo: cerca de 160 empresas, incluindo casas de penhoras, atacadistas e revendedores online, já fizeram a “assinatura” do aparelho, com sistema similar ao de uma TV a cabo. Desde seu lançamento, há um ano, a empresa avalia que a precisão de seu serviço subiu para mais de 98% em 11 marcas, entre elas Louis Vuitton, Gucci e Chanel.

De acordo com a empresa de pesquisa Visiongain, com sede em Londres, estima-se que os gastos das redes de varejo em tecnologias para o combate à falsificação fique em cerca de US$ 6, 15 bilhões (R$ 19,20 milhões) neste ano. Com a popularização do aparelho, este número pode diminuir potencialmente.

A Entrupy foi fundada em 2012 pelo empresário Vidyth Srinivasan e por dois pesquisadores  da Universidade de Nova York, Ashlesh Sharma e Lakshminarayanan Subramanian.

glamurama.uol.com.br

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