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Vestidos de noiva em semana de Alta-Costura

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Da esquerda à direita, vestidos de noiva Alberta Ferretti, Chanel e Givenchy || Créditos: Getty Images

Temporadas de Alta-Costura de Paris são sempre uma inspiração para as noivas. Isto porque é praxe para os estilistas encerrarem os desfiles com um vestido feito para o altar.

Para o outono/inverno 2018/19, as maisons foram além da impecável construção e exploraram elementos contemporâneos com um approach couture, é claro.

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Em destaque está a Chanel, que apresentou vestido épico cor azul celeste usado com botinha de mesmo tom inteiramente bordada, a Alberta Ferretti com vestido coluna e decote inusitado que parte da cintura e traz mangas largas como as de um hoodie e a Givenchy que apostou nas franjas para o altar com muita bossa.

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Fendi-Paris

Pele ou não, eis a questão!

alta-costura da Fendi é conhecida pelo seu trabalho artesanal com a matéria-prima animal.

Mas num mundo cada vez mais fur-free, é complicado manter a tradição. Marcas de peso já não trabalham mais com esse material. Felizmente, a Fendi não ignora essa realidade.

Nesse outono-inverno 2018/19 da grife, peles não foram protagonistas, mas coadjuvantes pontuais e com propostas novas.

Num jogo chic de adivinhação de Karl Lagerfeld e Silvia Fendi com pele fake, o destaque vai pro casaco que abre o desfile (com microtiras de tecido chiffon costuradas bem próximas, prum efeito peludo) e pro costume com paetê do look 25 da galeria (que reproduz o movimento e o brilho das peles mais caras do mercado).

Substituições inteligentes e antenadas! 

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Elie Saab – Paris

Construções do arquiteto Gaudí são a inspiração da vez pra alta-costura de Elie Saab! Muitos dos projetos do catalão estão em Barcelona, destino recente de umas das viagens do criador libanês.

E como unir toda a feminilidade romântica e glamurosa de Saab com o teor orgânico cheio de curvas das construções da cidade turística?

A resposta do estilista (queridinho das celebs em tapetes vermelhos) vem nas padronagens e texturas, que aparecem na estamparia, no uso das aplicações e nas rendas.

Destaque pro trabalho gráfico em azul e dourado de algumas peças, que fazem referência sutil às veias pulsantes do corpo humano.

Muito interessante, também, o caráter quase escultural de alguns vestidos de festa, com arcos entrelaçados (típicos do Art Nouveau) que saem dos looks ganhando autonomia no espaço.

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Kaia Gerber rouba a cena em Paris com penteado que levou mais de 20 horas para ser feito

Kaia Gerber no desfile da Maison Valentino || Créditos: Reprodução Instagram

Kaia Gerber atraiu todos os olhares nessa quarta-feira no desfile da Maison Valentino, em Paris, firmando-se como a modelo do momento. Seu penteado, assinado pelo expert Guido Palau, foi o que mais deu o que falar: supervolumoso, uma versão excêntrica do style anos 1960 eternizado por divas como Veruschka e Maria Callas.

O longo processo para criar o penteado, usado por outras seis modelos do casting, foi detalhado pelo colorista Josh Wood, da equipe de Palau, em seu Instagram. Segundo ele, foram usadas mais de 50 extensões de cabelo que contabilizam cerca de 6 mil km de fios para dar este maxivolume, que passaram por nada menos que 250 colorações. Uau! A ideia era chegar exatamente à cor natural dos fios de cada modelo, da raiz às pontas. Kaia, por exemplo, tem uma base chocolate escuro e as pontas em um tom mais claro. Ao todo a equipe, formada por 11 pessoas, totalizou 150 horas de trabalho para chegar ao resultado perfeito. E conseguiram!

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Modelos com penteado supervolumoso no desfile de Alta-Costura outono/inverno 2018/19 || Créditos: Reprodução Instagram

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Valentino – Paris

Kaia Gerber no desfile da Maison Valentino || Créditos: Reprodução Instagram

O desfile de alta-costura da Valentino de outono-inverno 2018/19 traz o glamour que a gente espera com toques de inesperado –

é aspiracional e ainda assim aparece como um dos contrapontos a uma elegância um tanto quanto careta apresentada por alguns de seus pares. 

Pierpaolo Picciolicita como referências a mitologia grega, filmes do cineasta Pier Paolo Pasolini (e com esses dois itens é justo citar também Maria Callas no papel principal de “Medeia” de Pasolini de 1969), pinturas dos séculos 17 e 18, fotos de Deborah Turbeville (fotógrafa de moda americana do século 20 cheia de ideias arrojadas, com imagens que sugerem narrativas), armadura medieval(será daí o ouro velho?) e o glam rock de Ziggy Stardust.

O resultado é maxiglamour, com cores fortes, oversize (até nos cabelos assinados por Guido Palausuperanos 70), babados gigantes… O legítimo look fechação, sabe?

Dado os elogios, talvez a coleção se aproxime muito mais da vontade dos fashionistas do que outras. 

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Giambattista Valli – Paris

“A ideia de juventude é importante porque tenho uma cliente muito jovem.

Elas dão uma nova atitude à alta-costura– pelo menos aos meus olhos”, disse Giambattista Valli no backstage do outono-inverno 2018/19 de seu desfile na Semana de Alta-Costura de Paris.

O fato é que o ultrarromantismo da marca tem agradado . Looks volumosos da grife foram usados por Zendaya (na cerimônia do Oscar de 2018) e Dua Lipa (no Brit Awards). Elogiadas pelas produções, elas atraem olhares mais jovens pra marca!

E a nova coleção reflete o cuidado e atenção a esse novo olhar. Por isso, a passarela traz uma paleta de cores mais viva, com destaque pras penas coloridas em verde-limão e laranja pastel, pras padronagens em xadrez com amarelo e, é claro, pros looks em pink bem vibrante!

volumetria dramática – típica de Valli – é bem distribuída na coleção. Ela aparece em mangas e golas bufanteslaços de cetim, muitos babadosBabados, esses, que deixam os vestidos mullet ainda mais exuberantes.

estamparia e as aplicações brincam com temas floraisrosas feitas com paetês marcam presença em vestidos longos! E como não poderia faltar, abundância de tule em muitas camadas no fim do desfile – nada basiquinho!

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Alta-costura – Dior

Quando você busca a simplicidade, esse pode ser um caminho árduo. 

Maria Grazia Chiuri aceitou o desafio de tirar todo o supérfluo (leia-se o tema exótico, os enfeites chamativos, o glamour do brilho e do penduricalho excessivo) e simplesmente homenagear a alta-costura em si nesse outono-inverno 2018/19 da Dior.

Desde o cenário com modelagens dos looks que desfilariam em seguida até a escolha de cores mais neutras(como por exemplo muitos tons de pele) pra focar no uso de materiais ricos (duchese, crepe, dublados) e técnicas tradicionais (macramêbordado de contas e fitas).

É como uma aula, uma tentativa de conquistar uma nova geração que talvez ainda não entenda o que exatamente é couture e por isso não a valorize.

Mas o excesso de didatismo nessa tentativa pode ter um efeito contrário –

Os tempos mudaram e essa nova clientela a ser conquistada tem outros valores, outras referências estéticas e outro ritmo. Será mesmo esse o caminho certo?

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Uma coleção que é uma declaração de amor pra Paris na Chanel

Mangas bufantesfendas na perna e no braço que são bem reveladoras quando vistas pela lateral, ombros bem marcadossaia longa retatopetãobotinha: essa é a francesa contemporânea de Karl Lagerfeld na alta-costura da Chanel de outono-inverno 2018/19.

O cenário é bem fofo, uma reconstrução de uma rua de Paris com a silhueta da Académie Française ao fundo, dois dos afilhados de Karl guardando as barraquinhas de venda de usados que ficam na margem do Sena – nas bancas, fotos e livros de Coco Chanel.

Chama a atenção a leveza em contraponto ao trabalho intenso de ateliê de bordadosbrilhos e aplicações, o corpo mais revelado. “Couture tem que ser em Paris, onde as cores são tão bonitas e refletem. Esse é o meu caso de amor com Paris”, Lagerfeld explica

A Chanel deu o start do terceiro dia da semana de moda de alta-costura transformando o Grand Palais em mais um cenário de tirar o fôlego: desta vez, a passarela de Karl Lagerfeld virou uma réplica da Académie Française, cujos uniformes inspiraram looks da coleção, especialmente o vestido de noiva.

Foram dois momentos no desfile o primeiro, mais austero, reinventou o tailleur de tweed com saias longas e maxifendas usadas sobre minissaias nos mesmos motivos, além das vestes cujas mangas se abriam revelando os forros coloridos ou bordados.

Na parte festiva, that’s 80’s show, dos cabelos aos vestidos ultrabordados com volumes estratégicos (leiam-se saia balonê, basques estruturadas e mangas bufantes ou triangulares).

Para Karl Lagerfeld, a temporada será de muitos tons de cinza, misturados a brancos e pontos de rosa.

https://vogue.globo.com/

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Homenagem a Hubert Givenchy na Semana da Moda de Paris

20718-givenchy-01-330x495Clare Waight Keller está em ascensão: ela vem de um elogiado desfile de alta-costura na temporada passada e de um estouro de mídia por ter feito o vestido de noiva mais famoso do ano, o de Meghan Markle. Mas da estreia dela pra cá, outra coisa aconteceu: a morte de Hubert de Givenchy em março.

A estilista resolveu, então, fazer uma homenagem pra ele nesse outono-inverno 2018/19 couture, algo que um de seus antecessores, Julien Macdonald, já experimentou com resultados que não foram exatamente um hit. Portanto era uma preposição arriscada.

Ao mesmo tempo, o próprio vestido de Meghan já era um aceno pra sensibilidade mais clássica, um design mais limpo, uma modelagem mais geométrica – valores que giravam em torno do trabalho de Hubert, mais especificamente na parceria criativa que ele firmou com a anglo-belga imortalizada nas telas hollywoodianas Audrey Hepburn.

Então é impossível desvincular o estilo de Audrey do estilo Givenchy original. Aqui, ela é reimaginada de maneira às vezes um pouco mais sexy, às vezes um pouco mais ousada, na maioria das vezes tão elegante e atemporal quanto.

Bonito sim; mas em alguns momentos o atemporal pode parecer pouco contemporâneo. Clientes mais tradicionais vão amar, de qualquer forma.

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